Aqui está mais um excelente álbum de uma banda que, apesar da boa receptividade, não vingou no cenário musical: Armageddon, com o álbum auto-intitulado, de 1975.
A banda tem origem com o guitarrista e vocalista Keith Relf, já veterano de guerra (havia tocado no Yardbirds e no Renaissance), que em fins de 1974 estava em busca de novas sonoridades, em especial o Hard Rock, tão em evidência por conta de bandas como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin e por ai vai. Para a empreitada, recruta os ex-Steamhammer Martin Pugh (guitarrista) e Louis Cennamo (baixista que já havia tocado com Relf no Renaissance). Penaram bastante para achar um baterista, somente encontrando-o durante a viagem que eles fizeram a Los Angeles: Bobby Caldwell (ex-Captain Beyond) foi apresentado a Relf, que o convidou para um teste
A banda entra em estúdio para os ensaios. Relf já tinha algumas músicas prontas, mas também haviam novas idéias surgindo com a química entre o quarteto. O resultado disso é o álbum auto-intitulado da banda: “Armageddon”, de 1975.
Com cinco faixas, o disco é uma excelente mistura de hard-rock bem pesado e um leve progressivo, em que nada lembra o passado yardibiano de Keith Relf. A primeira faixa, “Buzzard”, é logo imponente com os solos da guitarra de Pugh e dos vocais de Relf. Destaque também para “Last Stand Before” e a excelente suíte “Basking in the White of the Midnight Sun”, que é dividada em quarto partes. Todas as faixas tem um poder de cativação e hipnotização surpreendente.
Porém, como dito no início, a banda não vingou. Apesar da boa receptividade do disco, a banda pouco se apresentou ao vivo. Devido ao gerenciamento ineficiente por parte do empresário, além dos problemas de seus integrantes com drogas, a banda se separa ainda em 1975. Keith Relf voltou a Inglaterra e junto com Louis Cennamo se unem a Jim McCarty e Jane Relf (exs-Renaissance) e fundam o “Illusion” em 1976. Porém, no mesmo ano, Keith Relf morre após ser eletrocutado pela própria guitarra em sua residência, acabando com qualquer possibilidade de remontar o Armageddon.
Vale a pena ouvir o álbum. Por isso, aproveitem. Curtam!


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